Justiça dá 30 dias para Prefeitura de Manaus iniciar licenciamento ambiental de cemitério no Tarumã

Cemitério Municipal Nossa Senhora Aparecida Sandro Pereira A Justiça do Amazonas determinou que a Prefeitura de Manaus comprove, em até 30 dias, o início do...

Justiça dá 30 dias para Prefeitura de Manaus iniciar licenciamento ambiental de cemitério no Tarumã
Justiça dá 30 dias para Prefeitura de Manaus iniciar licenciamento ambiental de cemitério no Tarumã (Foto: Reprodução)

Cemitério Municipal Nossa Senhora Aparecida Sandro Pereira A Justiça do Amazonas determinou que a Prefeitura de Manaus comprove, em até 30 dias, o início do licenciamento ambiental do Cemitério Municipal Nossa Senhora Aparecida, no bairro Tarumã, Zona Oeste. Caso não cumpra a decisão, o município pode pagar multa diária de R$ 50 mil. A medida atende a uma ação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), que apontou irregularidades no funcionamento do cemitério. Segundo a decisão, o local opera há anos sem licença ambiental, descumprindo um Termo de Ajustamento de Conduta firmado em 2009. De acordo com a decisão judicial assinada pelo juiz Moacir Pereira Batista, da Vara Especializada do Meio Ambiente de Manaus, a falta de monitoramento técnico aumenta o risco de contaminação do solo e das águas subterrâneas por necrochorume, líquido gerado na decomposição de corpos. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "O perigo não é hipotético. Diariamente, segundo informado nos autos, dezenas de sepultamentos são realizados, o que significa uma carga poluidora contínua sendo adicionada ao solo sem qualquer controle", diz um trecho da decisão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O magistrado também ressaltou que o cemitério realiza cerca de 25 sepultamentos por dia, o que representa uma carga poluidora constante sem controle ambiental. Para ele, aguardar o andamento normal do licenciamento sem medidas imediatas pode agravar o problema. Em 2024, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) multou a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) em R$ 200 mil por manter o funcionamento do cemitério sem autorização. O órgão apontou a ausência de licenciamento e o descumprimento de notificações anteriores. O Ministério Público alertou ainda que a falta de estudos hidrogeológicos e de sistemas adequados de drenagem pode afetar a saúde pública. O risco aumentou com a abertura de valas comuns durante a pandemia de Covid-19, o que pode facilitar a contaminação do solo e dos lençóis freáticos. O g1 procurou a Prefeitura de Manaus para saber se já foram notificados sobre a decisão judicial e até a publicação desta reportagem, não obteve retorno. LEIA TAMBÉM: Nova lei de licenciamento ambiental ameaça Unidades de Conservação e a biodiversidade no AM, apontam especialistas Justiça autoriza retomada de obras de aterro sanitário no interior do Amazonas após recurso Em Manaus, vítimas da Covid-19 são enterradas em vala comum

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