Caranguejo-do-diabo: entenda por que o crustáceo colorido pode ser mortal para humanos

A influenciadora Emma Amit morreu após comer caranguejos-do-diabo nas Filipinas Reprodução Uma influenciadora filipina morreu depois de comer um crustáceo c...

Caranguejo-do-diabo: entenda por que o crustáceo colorido pode ser mortal para humanos
Caranguejo-do-diabo: entenda por que o crustáceo colorido pode ser mortal para humanos (Foto: Reprodução)

A influenciadora Emma Amit morreu após comer caranguejos-do-diabo nas Filipinas Reprodução Uma influenciadora filipina morreu depois de comer um crustáceo conhecido como "caranguejo-do-diabo", segundo autoridades locais do país. O animal, que vive em recifes de coral em regiões tropicais, pode acumular toxinas muito potentes no corpo, capazes de provocar intoxicações graves e até fatais. Entenda mais abaixo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O que é o caranguejo-do-diabo O caranguejo-do-diabo (Zosimus aeneus) é um pequeno crustáceo que vive em recifes do Indo-Pacífico, região que abrange áreas da África, do Sudeste Asiático, do Japão, da Austrália e de diversas ilhas do Pacífico. Seu casco costuma ter manchas vermelhas ou marrons sobre um fundo claro, que forma desenhos bem definidos. Em espécies marinhas, esse tipo de coloração costuma funcionar como um sinal de alerta para predadores, indicando justamente a presença de toxinas. A espécie vive principalmente escondida entre rochas e corais e se alimenta de algas, restos orgânicos e pequenos organismos. Por que ele é perigoso O risco está nas toxinas presentes no corpo do animal. Tanto a carne quanto o casco podem conter substâncias neurotóxicas muito potentes, como tetrodotoxina e saxitoxina, que afetam o sistema nervoso. Essas toxinas podem causar sintomas graves em pouco tempo e, em alguns casos documentados por estudos científicos, levar à morte. Especialistas alertam ainda que o cozimento não elimina essas substâncias, o que mantém o risco mesmo depois do preparo. Caranguejo da espécie Zosimus aeneus, conhecido por acumular toxinas naturais, em exposição no Muséum d'histoire naturelle de Bordeaux, na França. Tylwyth Eldar / Wikimedia Commons Onde ocorrem os casos de intoxicação Casos de envenenamento são registrados principalmente em países do Sudeste Asiático e em ilhas do Pacífico, onde a espécie é mais comum e pode ser confundida com outros caranguejos comestíveis. Autoridades de saúde nessas regiões costumam orientar pescadores e moradores a não consumir o animal, justamente pelo risco de intoxicação grave. Por que o animal é tão tóxico Pesquisadores acreditam que parte das toxinas se acumula no organismo do caranguejo a partir da cadeia alimentar, especialmente de microalgas e bactérias presentes no ambiente marinho. Esse processo, chamado bioacumulação, também ocorre em outros organismos venenosos do oceano. Contudo, aesar da toxicidade, o caranguejo-do-diabo não é agressivo e não representa risco para quem apenas o observa na natureza. O perigo está principalmente no consumo. Ilustração histórica do caranguejo Zosimus aeneus, publicada na obra Iconographia Zoologica. A espécie é conhecida por acumular toxinas naturais e ocorre em recifes tropicais do Indo-Pacífico. Special Collections – University of Amsterdam / Wikimedia Commons (domínio público) LEIA TAMBÉM: Em fenômeno inédito, cientistas descobrem planeta que acelera sua própria destruição; entenda Por que a maquiagem derrete no choro? Lágrima não é só água, explicam especialistas Estudo aponta composto único que trata e pode impedir a transmissão da malária A linguagem do amor do caranguejo

Fale Conosco