Evento em SP discute papel de parques urbanos em grandes cidades e futuro do Minhocão

Encontro das Cidades discute criação de parques urbanos O papel dos parques urbanos na vida das cidades contemporâneas foi o tema do 2º Encontro das Cidades...

Evento em SP discute papel de parques urbanos em grandes cidades e futuro do Minhocão
Evento em SP discute papel de parques urbanos em grandes cidades e futuro do Minhocão (Foto: Reprodução)

Encontro das Cidades discute criação de parques urbanos O papel dos parques urbanos na vida das cidades contemporâneas foi o tema do 2º Encontro das Cidades, evento que reuniu especialistas nacionais e internacionais no Insper, na Zona Sul de São Paulo, nesta quinta-feira (16). Um dos assuntos debatidos foi o futuro do Elevado Presidente João Goulart, conhecido como Minhocão, um dos símbolos urbanos mais polêmicos da cidade. Construído nos anos 1970, o Minhocão teve a desativação prevista em lei em 2014. O Plano Diretor do município estabeleceu que o elevado deve ser fechado para o tráfego de veículos até 2029. O processo, no entanto, depende da realização de obras viárias alternativas, que ainda não saíram do papel. Entre moradores do entorno, o assunto divide opiniões. "Eu acho que precisa de um estudo maior para pensar nas possibilidades, mas a ideia de um parque elevado eu acho legal, mas acho que precisa pensar no entorno", avalia o designer Isaac Neto. Parque Minhocão, na região central da capital, registrou movimento intenso neste domingo (2) Rodrigo Rodrigues/G1 A opinião é contraposta pela assistente de dentista Sueli Barbosa, que considera a via importante para a mobilidade. "Ele está ótimo, pra que mexer no que tá quieto? Arruma em baixo", disse ela. Transformação em parque ou demolição estão entre os possíveis destinos do viaduto de aproximadamente 3,5 km. Para Tomas Alvim, coordenador do Insper Cidades, núcleo de pesquisa voltado à melhoria da gestão e do desenvolvimento das cidades brasileiras diante da nova realidade climática, a criação de mais parques é fundamental diante da nova realidade climática. "Aproveitar estruturas antigas em desuso ou áreas ou vazios urbanos é uma estratégia muito importante, porque a grande dificuldade nos centros urbanos adensados é você achar áreas para implantar parques", afirma. Segundo ele, do ponto de vista técnico, transformar o Minhocão em parque é viável. "Sem dúvida nenhuma, hoje, na arquitetura e na engenharia, há soluções muito avançadas para converter uma estrutura dura, rodoviária como o Minhocão, num parque", acrescenta Alvim. Desativação gradual do trânsito no Minhocão é cercada de incertezas Um dos exemplos citados durante o 2º Encontro das Cidades foi o High Line Park, em Nova York, apresentado por Alan van Capelle, diretor da entidade que gerencia a área de lazer. O parque linear suspenso foi construído sobre uma antiga linha férrea desativada e se tornou um dos cartões-postais da cidade após um processo de diálogo com moradores. "Eu acredito que criar alegria é um ato de resistência. Quando as pessoas vão ao High Line, elas relaxam, sorriam um pouco mais, buscam conexões com as pessoas. São esses os momentos que buscamos e isso realmente é importante", disse Capelle. Procurada, a Prefeitura de São Paulo disse em nota que está desenvolvendo o projeto para viabilizar o Boulevard Marquês de São Vicente, descrito como uma alternativa sustentável à Marginal Tietê, com prioridade para pedestres, ciclistas e transporte coletivo. A ideia é que a via absorva o tráfego depois que o Minhocão for desativado. Segundo a gestão municipal, a previsão é que a execução das obras do Boulevard Marquês de São Vicente comece até 2028, conforme estabelecido no programa de metas da atual gestão.

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