"KOREA-Beauty é para nós, brasileiros?"

DRA FABIANA ADDARIO - K-BEAUTY Divulgação A indústria coreana de cosméticos é, de fato, uma potência em tecnologia e pesquisa. Investe bilhões em inovaç...

"KOREA-Beauty é para nós, brasileiros?" (Foto: Reprodução)

DRA FABIANA ADDARIO - K-BEAUTY Divulgação A indústria coreana de cosméticos é, de fato, uma potência em tecnologia e pesquisa. Investe bilhões em inovação, desenvolve fórmulas sofisticadas, cria produtos que funcionam muito bem — para o cabelo asiático. O problema é que muitas mulheres brasileiras entre 18 e 35 anos usam produtos coreanos regularmente. E a maioria não sabe que está usando um produto desenvolvido para uma estrutura capilar completamente diferente da sua. "Essa é a pergunta que mais recebo no consultório nos últimos dois anos: 'KOREA-Beauty é para nós, brasileiros?'", relata a Dra. Fabiana Addario, dermatologista especialista em tricologia médica e cosmética, com mais de 25 anos de experiência. A resposta é: depende do seu cabelo. O Que a Indústria Coreana Faz Bem Primeiro, é importante reconhecer: a indústria coreana é excelente no que faz. "Eles investem em pesquisa, desenvolvem fórmulas com ingredientes inovadores, testam em laboratório — é ciência de verdade", reconhece Dra. Fabiana. "O problema não é a qualidade. É que essa qualidade foi desenvolvida para uma estrutura capilar específica." O cabelo asiático — especialmente o coreano e japonês — tem características genéticas muito definidas: Estrutura mais densa: o fio é 30% mais espesso que o cabelo brasileiro Menor porosidade: absorve apenas 15-20% de água, enquanto cabelo poroso absorve até 50% Menor variação genética: 85% das pessoas têm cabelo liso ou levemente ondulado pH natural mais ácido: entre 4.0 e 5.0 "Quando você entende essas características, entende por que os produtos coreanos funcionam tão bem lá. Porque foram desenvolvidos especificamente para essa estrutura", explica Dra. Fabiana. E o Cabelo Brasileiro? Aqui está o ponto central: o Brasil tem uma das maiores diversidades capilares do mundo. Cabelo liso Cabelo ondulado Cabelo cacheado Cabelo crespo Cabelo com textura mista (cacheado na raiz, ondulado na ponta) Cabelo poroso (absorve tudo) Cabelo ressecado (não absorve nada) Cabelo danificado por química (alisamento, coloração) Cabelo com predisposição genética para queda "Essa diversidade é uma riqueza. Mas também significa que não existe um produto único que funcione para todos", diz Dra. Fabiana. "E é exatamente aí que os produtos coreanos começam a não funcionar." O Caso Real: Crescente de Dúvidas Nos últimos dois anos, Dra. Fabiana tem recebido um aumento significativo de pacientes com a mesma questão. E o padrão é sempre o mesmo: mulheres com os mais diversos tipos de cabelo chegando ao consultório com a mesma pergunta. "Elas usam um produto coreano porque viu em um vídeo, porque uma amiga recomendou, porque a embalagem é linda. No início, o cabelo fica brilhante. Depois, começa a ficar ressecado, quebradiço, perde a definição natural", relata Dra. Fabiana. "Elas pensam: 'Vou usar mais produto.' Usam mais. Fica pior. E aí acham que é culpa delas. Que seu cabelo é 'difícil'. Não é. É que estão usando produtos pensados para outra estrutura capilar", diz Dra. Fabiana. DRA FABIANA ADDARIO - K-BEAUTY Divulgação A Expertise em Tricologia Médica e Cosmética Dra. Fabiana explica como funciona seu trabalho como especialista em tricologia médica e cosmética: "Tricologia não é apenas dermatologia. É entender a biologia do fio, a genética capilar, a química das formulações, a porosidade, a resistência — é muito mais profundo." Seu processo de diagnóstico é específico e detalhado: "Quando uma paciente chega ao meu consultório, eu não prescrevo um produto. Eu aplico o meu método, validado há mais de 25 anos, baseado em três pilares. O primeiro pilar é o diagnóstico. Eu analiso todo o histórico da paciente, sua rotina, seus hábitos e seu tipo de cabelo. Faço a tricoscopia digital, que é um exame detalhado para avaliar o couro cabeludo, o folículo piloso e a saúde da raiz. Realizo também o teste de tração para medir a queda real e observo os exames laboratoriais para identificar possíveis deficiências nutricionais, como ferro, zinco e vitamina D. Ela continua: "A partir desse primeiro pilar, desenvolvo o segundo pilar, que é o tratamento. Com base em todas essas informações, indico o medicamento mais adequado para tratar a causa do problema de dentro para fora. É sobre prescrever exatamente o que aquele cabelo precisa." E conclui: "Só depois disso é que recomendo um produto — e muitas vezes, esse produto não é coreano. É formulado especificamente para a saúde do couro cabeludo e haste" Então Korea-Beauty É Ruim? Não. Mas contexto é tudo. "Existem produtos coreanos excelentes. O problema é que eles não vêm com a informação: 'Este produto foi desenvolvido para cabelo asiático'", explica Dra. Fabiana. "Se você tem cabelo liso, fino, com baixa porosidade — características mais próximas do cabelo asiático — alguns produtos coreanos podem funcionar bem. Mas se você tem cabelo cacheado, crespo, poroso ou danificado, você precisa de formulações diferentes." Antes de Comprar Aquele Produto Viral Dra. Fabiana recomenda fazer estas perguntas: Qual é meu tipo de cabelo? (liso, ondulado, cacheado, crespo, misto?) Este produto foi formulado para qual tipo de cabelo? (procure na embalagem ou site do fabricante) Qual é o pH da fórmula? (cabelo brasileiro precisa de pH entre 4.5 e 5.5) Existem reviews de pessoas com meu tipo de cabelo? (não confie em influenciadores — procure comentários de pessoas com cabelo similar) "A verdade é que você não precisa de um produto viral. Você precisa de um produto formulado para a estrutura do SEU cabelo", finaliza Dra. Fabiana. "E se você não sabe qual é sua estrutura, é hora de procurar um especialista em tricologia." Serviços Dra. Fabiana Addario | Dermato Tricologia | CRM 88259 | RQE 61543 Seu cabelo merece diagnóstico, não experimentação. @drafabianaaddario @_clinicapelli

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