Perícia aponta que segundo tiro de ex-prefeito Alcides Bernal contra fiscal foi com vítima caída e à queima-roupa

Circuito de segurança mostram ex-prefeito Alcides Bernal matando homem em MS A perícia criminal do caso envolvendo o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bern...

Perícia aponta que segundo tiro de ex-prefeito Alcides Bernal contra fiscal foi com vítima caída e à queima-roupa
Perícia aponta que segundo tiro de ex-prefeito Alcides Bernal contra fiscal foi com vítima caída e à queima-roupa (Foto: Reprodução)

Circuito de segurança mostram ex-prefeito Alcides Bernal matando homem em MS A perícia criminal do caso envolvendo o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, e o servidor público Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, concluiu que o segundo disparo foi feito com a vítima já caída e à queima-roupa. O crime aconteceu em 23 de março, em uma casa na Rua Antônio Maria Coelho, no bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande. Segundo o laudo obtido pelo g1, a vítima foi encontrada caída próxima à porta de entrada do imóvel, com três perfurações de tiro. Um dos ferimentos tinha entrada e saída da mesma bala. Também não foram encontrados ferimentos nas mãos, pés ou outras partes do corpo que indicassem luta ou reação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O projétil que atravessou o corpo foi encontrado na parede ao lado da entrada da casa. “Analisando-se o trajeto no corpo e os vestígios encontrados no local, pode-se inferir que o primeiro disparo de arma de fogo foi realizado à longa distância, quando o autor estava posicionado pouco após a primeira coluna da varanda (levando-se em consideração quem está entrando no imóvel) e a vítima estava em frente à mureta onde o projétil propelido por arma de fogo foi encontrado, em pé e parcialmente voltado para sua lateral direita”, argumentou a perícia. Como não há imagens do segundo disparo, os peritos concluíram que ele ocorreu quando a vítima já estava caída de lado, com o autor próximo, caracterizando tiro à queima-roupa. Conclusão do inquérito O delegado Danilo Mansur, da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, concluiu o inquérito com base no laudo pericial. No documento, ele afirma que não é possível apontar com exatidão a distância entre a arma e o corpo, mas cita que disparos com armas de uso comum no Brasil costumam ocorrer entre 10 e 50 centímetros em curta distância. O delegado também informou que o ex-prefeito permaneceu por pouco mais de dois minutos dentro da casa durante a ação. Outro ponto destacado é que a versão de Alcides Bernal, de que havia três pessoas no local, não foi confirmada pelas imagens de segurança. As gravações mostram apenas a presença de Roberto, o chaveiro e o ex-prefeito. “Essa inconsistência fragiliza a narrativa apresentada pelo investigado no que se refere à alegada situação de risco iminente decorrente de suposta superioridade numérica, a qual não se verificou no caso concreto”, disse o delegado. Com isso, Bernal foi indiciado por homicídio qualificado, por dificultar a defesa da vítima, e por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. O caso foi enviado à 1ª Vara do Tribunal do Júri. Até o momento, ele segue preso no Presídio Estadual Militar, em Campo Grande, após prisão preventiva decretada em audiência de custódia. A defesa do ex-prefeito informou que ainda não teve acesso ao documento. Entenda o caso Alcides Bernal atirou e matou Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, após, segundo ele, a vítima invadir sua casa no bairro Jardim dos Estados. A vítima havia arrematado o imóvel em leilão judicial e estava em fase final de regularização em cartório, segundo informações da TV Morena. Ao g1, Bernal afirmou que foi alertado pelo sistema de segurança após a entrada de três homens na casa e disse ter agido em legítima defesa. Ele também declarou que acionou o Samu após os disparos e se apresentou na delegacia para prestar depoimento. Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima foi atingida por dois disparos, sofreu três perfurações e chegou a ser reanimada, mas não resistiu. O corpo foi encontrado na varanda da casa. Não havia moradores no imóvel. Na caminhonete da vítima, havia uma notificação extrajudicial de desocupação do imóvel. Arma usada no crime. Reprodução Ex-prfeito de Campo Grande, Alcides Bernal, e a vítima morta por ele na capital, Roberto Carlos Mazzini Arquivo g1 e Redes Sociais Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

Fale Conosco